ELEIÇÕES 2018: OS PRESIDENCIÁVEIS SOB NOVAS REGRAS
A reforma política prevê campanhas mais modestas em termos financeiros.
O processo eleitoral de 2018 seguirá novas regras, definidas a partir da reforma política sancionada em 06 de outubro de 2017. Uma delas se propõe a combater o abuso do poder econômico, por meio do financiamento público de campanhas, que consiste em um repasse de fundo partidário. Além disso, limita doações de pessoas físicas e autofinanciamento.
Em menos de 10 meses, eleitores de todo o país vão definir os titulares dos cargos do Executivo, presidente e governador, do legislativo estadual, deputados estaduais, e do legislativo federal, deputados federais e senadores, em meio a uma atmosfera de crise econômica e política. Cabe o questionamento: Os candidatos com problemas com a Justiça vão conseguir se reeleger ou eleger seus sucessores, assumir novos cargos?
O cargo do Presidente da República já apresenta uma lista com cerca de 14 pré-candidatos dentro de contextos que apresentam obstáculos impostos para cada um deles. Além disso, os presidenciáveis deverão observar o teto de R$ 70 milhões em despesas de campanha, e em caso de segundo turno, o limite será de R$ 35 milhões.
Na disputa presidencial, dois candidatos aparecem no topo das pesquisas e contam com um exército de apoiadores, que se manifestam em atos públicos nas ruas, bem como nas redes sociais: em primeiro lugar está Luís Inácio Lula da Silva (PT), que enfrenta uma condenação por corrupção em primeira instância e outras quatro ações na Justiça. Em segundo, está Jair Bolsonaro (PSC), que também enfrenta condenação por apologia ao estupro, e tem sido alvo de acusações referentes a atos de corrupção.
Os casos dos dois candidatos, amplamente divulgados na mídia tradicional e nas mídias sociais, são ilustrativos das polêmicas a que estão ligados uma série de fake news e de manifestações extremadas de simpatizantes e seguidores de redes sociais.
Além dos políticos citados, mais três nomes se destacam com percentual superior a 3% em pesquisas de intenções de votos realizadas por institutos como Datafolha e IBOPE: Geraldo Alckmin (PSDB), integrante de um partido desgastado por denúncias de corrupção contra seus integrantes; Marina Silva (REDE), e Ciro Gomes (PDT).




















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