ESCOLA DESENVOLVE PROJETO EM PROL DA VALORIZAÇÃO DA ÁREA ITAQUI-BACANGA
Quais são os pontos mais importantes de seu bairro? Quais são os locais mais interessantes para atividades de turismo e lazer? Essas foram algumas perguntas que nortearam o projeto “Eu amo o Itaqui-Bacanga”, desenvolvido por uma escola comunitária localizada no bairro do Anjo da Guarda, no eixo Itaqui-Bacanga, área localizado no oeste da cidade de São Luís.

O idealizador do projeto é o historiador Flaviomiro Mendonça, que desenvolve as atividades desde 2016, com o objetivo de ir além dos aspectos negativos que costumam ser noticiados sobre a região. “É um projeto voltado para os atrativos turísticos da área Itaqui-Bacanga, os atrativos históricos, os atrativos culturais, os atrativos naturais. Eu foquei neste caso, o Sítio do Tamancão, a Praia da Guia, o Bonfim, a Prainha, o Parque Botânico e outras coisas”.
Professora de Ciências Joliane Carvalho e Professoor de História Flaviomiro Mendonça,
em ação na Escola Comunitária Pinóquio
Crédito: Joliane Carvalho
Uma simples visita aos bairros deixa mais evidente a carência da população quanto aos serviços de saúde, infraestrutura, segurança e transporte, embora a região abrigue a Universidade Federal do Maranhão e vários empreendimentos (de pequeno médio e grande porte) importantes para a estrutura econômica da cidade, como o Complexo Portuário do Itaqui, a mineradora Vale, a Estação Ferroviária de São Luís.
Apesar dos problemas, os inúmeros atrativos turísticos e culturais da região chamaram a atenção do historiador, que levou para a sala de aula discussões em favor da valorização da área, por meio da educação patrimonial, ambiental e turística, além de estímulos para a investigação científica sobre a estrutura econômica e riquezas naturais e, até mesmo, arqueológicas das localidades, aspectos pouco explorados e conhecidos, até mesmo, pelos moradores.
Flaviomiro Mendonça trabalha, há cinco anos, na Escola Comunitária Pinóquio, onde iniciou as atividades propostas em 2016. Na edição de 2017, a iniciativa obteve maior engajamento de professores e alunos. Ele destaca alguns atributos notáveis: “A gente tem muitas belezas, a Ilha do medo, a praia do Amor, que, além de ser uma praia muito linda, tem também um sítio arqueológico lá, que muita gente não conhece, que é o camboa de pedra”. Ele explica que o termo significa uma espécie de curral de pesca utilizada pelos índios tupinambás, antigos habitantes da região.
As atividades do projeto “Eu amo o Itaqui-Bacanga” incluem visitas e excursões aos pontos de riquezas naturais, patrimoniais e turísticas, e formação em um curso de fotografia, por meio de uma parceria com o projeto Pequenos Fotógrafos, desenvolvido pelo Laboratório de Fotografia da Universidade Federal do Maranhão.
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Mostra fotográfica e apresentação oral das pesquisas realizadas pelos estudantes;
Créditos: Flaviomiro Mendonça
Para apresentar os resultados do projeto, que cumpriu 70% das atividades previstas na programação, a escola realizou uma exposição, no último dia 06, com a mostra fotográfica, exposição oral e dramatizações, dentre outras atividades. E os realizadores já preveem ações de itinerância até o final do mês, que visam compartilhar com a comunidade o conhecimento construído por meio do projeto “Eu amo Itaqui-Bacanga", um alicerce para a edição 2018.
A área Itaqui-Bacanga.
A região em destaque no projeto reúne catorze áreas com características urbanas e seis rurais e abriga mais de 10% da população da cidade de São Luís, e fortes contrastes sociais, conforme levantamento de estudo levantado pelo Instituto de Cidadania Empresarial do Maranhão (ICE/MA), por meio do Movimento “Nossa São Luís”.
Localizada no oeste da cidade de São Luís, entre Rio Bacanga (leste), o Oceano Atlântico (norte) e a Baía de São Marcos (oeste), a área Itaqui-Bacanga estabelece, ao sul, limites com outros povoados da Zona Rural.



















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